“Eu não escrevo difícil.
EU SEI O NOME DAS COISAS.”
(Rosiana)
Há exatos 101 anos atrás, no dia de hoje, na pequenina cidade de Minas Gerais que se chamara Coração de Jesus da Vista Alegre, depois Saco dos Cochos e, depois, passou a se chamar Cordisburgo: “Cordisburgo era pequenina cidade sertaneja, trás montanhas, no meio de Minas Gerais. Só quase lugar, mas tão de repente bonito: lá se desencerra a Gruta do Maquine, milmaravilha, a das fadas; e o próprio campo, com vasqueiros cochos de sal ao gado bravo bravo, entre gentis morros ou sob o demais das estrelas, falava-se antes: os pastos da Vista Alegre”. (Discurso de posse na Academia Brasileira de Letras). Aqui, nesse quase lugar, aos 27 de junho de 1908 nascia JOÃO GUIMARÃES ROSA, filho de Florduardo Pinto Rosa, “Seu Flor” e Francisca Guimarães Rosa, “Dona Chiquinha”.
Joaozito, como era chamado quando criança, fora um menino pouco comum. Aprende a ler sozinho, soletra as letras dos jornais ou os rótulos dos caixotes do armazém de seu pai e rejeita os brinquedos: prefere os bichos e os mapas. Continuar lendo ‘O INENARRÁVEL JOÃO GUIMARÃES ROSA’