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“Espero que o novo Enem seja o fim do vestibular tradicional”, diz ministro da Educação

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (31) que espera que o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) represente “o fim do vestibular tradicional”. “Será uma prova que combina as virtudes do Enem com as virtudes do vestibular criando um novo conceito”, disse.

Segundo o ministro, a prova permitirá mobilidade em todo o território para os candidatos que pretendem prestar vestibular nas universidades federais.

A aplicação do novo modelo do exame não necessita, de acordo com Haddad de 100% da adesão das faculdades. “Talvez possamos dar o passo inicial ainda este ano”, afirmou

O novo Enem pretende avaliar habilidades e competências dos estudantes. “O que queremos é que o aluno saiba o que está por trás dos fenômenos da química, da física. Queremos caminhar para uma capacidade analítica mais apurada. Não tenho dúvidas de que esse é o caminho.

Mais chances de ingresso na universidade

A adoção do novo modelo de Enem pode significar mais chances de ingresso na faculdade para os vestibulandos. Até mesmo para quem busca vagas no Prouni (Programa Universidade para Todos).

Isso porque, atualmente, duas edições da avaliação não podem ser comparadas entre si. Não é possível, por exemplo, saber se quem acertou 45 questões no Enem 2007 é melhor ou pior do que outro estudante que fez 50 pontos no Enem 2008.

Hoje, para entrada no Prouni, apenas a nota do último Enem é levada em conta. Já com a implantação da nova prova, será possível a comparação de diversas edições do exame. O candidato poderá pleitear vagas mais de uma vez, tendo realizado apenas um exame.

Independência das federais

As universidades federais que quiserem adotar a proposta de seleção não precisam abrir mão de outros critérios de ingresso de candidatos, explicou o ministro. Assim, cursos que aplicam provas de habilidades específicas, como arquitetura, poderão mantê-las.

O mesmo acontece para processos seletivos seriados, como o PAS (Programa de Avaliação Seriada) da UnB (Universidade de Brasília) ou para políticas de ação afirmativa – eles podem ser mantidos pelas federais que adotarem o novo Enem.

“A adesão não é impeditivo para outras iniciativas de seleção nem de outras formas de ingresso”, atestou Haddad.

Menos provas para os candidatos

Se as federais aderirem, o estudante poderá pleitear vagas em mais de uma federal tendo realizado apenas uma prova – o que diminui a bateria de exames vestibulares a que os alunos são submetidos.

O MEC pretende ainda eliminar a realização do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) para os ingressantes nas universidades e poderá até mesmo extinguir a prova do Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), o supletivo do ministério.

Fonte: UOL Vestibular, em 31/03/2009

Por Simone Harnik
Em São Paulo


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