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O ENEM e a aposta das Universidades Federais na educação básica, pública, gratuita e mais democrática.

O sistema de vestibular proposto pelo MEC – o chamado Novo ENEM – trouxe a tona uma série de questões que muito mais se aproximam da necessária discussão pública acerca das históricas lacunas existentes entre a educação superior e a educação básica, especialmente, o ensino médio e suas políticas curriculares, do que propriamente tenha acirrado o embate discursivo sobre a invenção social chamada vestibular.

No que pese o nosso respeito e compreensão acerca do estado de ansiedade e desassossego gerado no meio educacional de modo geral e, particularmente, nos jovens estudantes do ensino médio que, legitimamente, aspiram por uma formação superior qualificada e gratuita e, que vêem nas universidades públicas federais a possibilidade de concretizarem suas aspirações, o fato é que, em torno do acesso a educação pública, gratuita e de qualidade para todos, circula um feixe discursivo no qual se pretende naturalizar, e por vezes, até mesmo reforçar a perversidade social dos exames seletivos de vestibular.

Nossa manifestação favorável ao Novo ENEM como política pública de acesso ao ensino superior se deu por acreditarmos que o tradicional Exame Vestibular se constitua num dispositivo político-econômico-cultural de seleção, que tem acentuado os processos de hierarquização e marginalização dos saberes que dão materialidade às praticas docentes/discentes de nossas escolas de ensino médio.

Neste sentido, compactuamos com o caráter de urgência atribuído pela nova política de acesso ao ensino superior ao buscar alternativas mais democráticas e plurais referendadas tanto pela valorização dos professores das escolas públicas, quanto pelas políticas curriculares nacionais para o ensino médio.

No entanto, estamos conscientes do fato de que o Novo ENEM produz deslocamentos e rupturas com as formas pelas quais construímos nossa compreensão acerca dos processos seletivos de vestibular. Deslocamentos estes que redefinem a centralidade do processo de seleção, na medida em que ao valorizar o ensino médio na integralidade de seu percurso reafirma a importância social da escola, seus saberes e seus profissionais.

Nesta perspectiva, a UFPEL (Universidade Federal de Pelotas), ao aderir ao Novo ENEM, acredita estar contribuindo para reverter o histórico quadro das desigualdades da educação brasileira, centrando suas ações em programas educacionais voltados a democratização do conhecimento como forma de contribuir na promoção da equidade e justiça social.

Fonte: Site da UFPel (Adaptado)

Por Profª.Drª. Eliana Póvoas Pereira Estrela Brito

Pró-Reitora de Graduação – UFPel


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