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maio
09

AS MULHERES ESPARTANAS DE ONTEM, HOJE E SEMPRE

Por Professor Daniel

A Grécia antiga era constituída por varias cidades-estado independentes que guerreavam e disputavam modalidades esportivas entre si. Sendo assim, cada uma criava cultura e características próprias. Não havia uma unidade.

Em Atenas, grande metrópole helênica por volta de 400 a.C., as mulheres exerciam um papel fixo e secundário. Não eram consideradas cidadãs na democracia ateniense, viviam apenas em função dos maridos, para criar os filhos e cuidar das casas. Já as mulheres de Esparta, outra cidade grega, eram educadas de maneira oposta, eram ensinadas a lutar, a manusear armas e a guerrear. Eram mulheres guerreiras e fortes que não fugiam de seus temores.

Ao longo da história, as mulheres foram saindo de casa e entrando na sociedade, rompendo barreiras, transpondo fronteiras e seguindo o exemplo espartano: partindo da inferioridade rumo à superioridade. Desde Helena, a mais bela de toda Grécia, rainha de Esparta, a qual teve o privilégio de escolher seu marido; desde as mulheres que se opuseram à Inquisição na Idade Média e foram queimadas como bruxas; desde Chiquinha Gonzaga que, com sua música, lutou contra o preconceito da época, desde Olga Benário em sua luta pessoal pela sobrevivência. Isso sem falar nas mulheres anônimas que reivindicaram seus direitos pela igualdade, que batalharam, acreditaram e até morreram por seus ideais. Tal exemplo espartano também se reflete na mulher atual. Esta mulher atual que é espartana, guerreira e brasileira, que vai à batalha ao lado do seu marido ou mesmo, luta sozinha e não esmorece, pega o trem lotado, conta as moedas pro pão, cria os filhos, chefia famílias, lidera empresa e ganha cada vez mais espaço político. Esta mulher que endurece mas não perde a ternura, que mesmo quando tem poucos elementos faz ótimos alimentos, que mesmo sendo independente vive por e para seus filhos e marido (trabalhando fora e dentro de casa – a eterna jornada dupla), sempre em atalaia com sua família e que ganha cada vez mais espaço nas cadeiras das universidades, onde já é maioria.

Esta é a mulher que vai moldar o mundo futuro. Infelizmente não estaremos aqui para vermos como será o mundo daqui há alguns séculos, pois carregará em suas entranhas a marca desta mulher batalhadora, guerreira e superior. Provavelmente, esse mundo será mais terno, mais justo e muito superior.

Que Deus ilumine eternamente a alma feminina.

Texto publicado no jornal A Semente, em março de 2006.


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