11
maio
09

USP aprova mudanças no vestibular da Fuvest

Segunda fase voltaria a ter prova de todas as matérias do curso médio, e não só da carreira

Renata Cafardo, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Universidade de São Paulo (USP) aprovou nesta quinta-feira, 16, mudanças no vestibular da Fuvest que já valem para o exame deste ano. O objetivo, segundo a pró-reitora de graduação, Selma Garrido Pimenta, é exigir formação mais geral dos candidatos.linkEntenda as mudanças propostas para o vestibular da Fuvest

Com as alterações, a primeira fase do vestibular deixará de contar pontos para a nota final da prova, mas continua com 90 questões de múltipla escolha. Já a segunda etapa terá agora três dias e cobrará todas as disciplinas do ensino médio. Até o ano passado, apenas português e redação eram obrigatórias para todos os cursos. O restante dos exames era definido conforme a carreira escolhida.

O projeto da reitoria teve 23 votos a favor e 10 contra. Outras 7 unidades preferiram não votar na reunião do conselho de graduação. As mudanças foram noticiadas com exclusividade pelo Estado no início de março.

O documento com as propostas da reitoria foi apresentado às faculdades em uma reunião no fim de fevereiro e, desde então, passou por votações em cada uma delas. A maior queixa dos que discordavam da proposta era a rapidez com que a reitoria apresentou e colocou em votação. Este é o último ano da gestão da reitora Suely Vilela.

“Não éramos contra a proposta, mas uma mudança como essa deveria ter sido mais discutida. Defendíamos que fosse implementada no vestibular do ano que vem”, disse o presidente da comissão de graduação da Escola Politécnica, Paul Jean Jeszensky. Além da Poli , o Instituto de Matemática e Estatística, o de Física e a Odontologia, de Bauru, votaram contra.

Valorização

“Não há uma ruptura da essência, só estamos valorizando todas as disciplinas do ensino médio. Os estudantes não precisam mudar a forma como estão se preparando”, disse Selma. A partir de agora, no primeiro dia da segunda fase, haverá dez questões de português e redação, com 4 horas de duração. O segundo terá 20 questões dissertativas das sete disciplinas: biologia, química, física, matemática, história, geografia e inglês (essa última foi incluída por sugestão das unidades).

Não haverá um número exato de perguntas para cada disciplina. Elas podem ser interdisciplinares ou não. Serão também 4 horas de duração, assim como o último dia, em que haverá 12 questões dissertativas entre duas e três disciplinas – escolhidas pela faculdade em que o curso é dado. As provas dos três dias têm o mesmo valor na pontuação final.

“Todas as questões da segunda fase serão difíceis”, disse a pró-reitora ao ser questionada se as perguntas do segundo dia seriam mais acessíveis, como estava descrito no projeto inicial da USP. O mesmo documento também explicava que uma primeira fase que não fosse computada na nota final seria mais “vantajosa” do ponto de vista da inclusão social, já que alunos de escolas privadas que podem pagar cursinhos tinham mais facilidade para se sair bem nas questões de múltipla escolha. Selma negou que as mudanças tenham essa intenção, ao justificar o descarte dos pontos da etapa inicial, que continuará a ter 10% de perguntas interdisciplinares.

Nada será mudado em relação ao uso da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A nota do exame continua valendo 20% da primeira fase. O programa de inclusão da USP (Inclusp) também não foi alterado.


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