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maio
09

O PREFEITO DA FARRA E A FARRA DO PREFEITO

Eu tenho um amigo que certa vez foi num lugar desses meio proibidos; sabe esses lugares em que existem mulheres profissionais do amor, que geralmente tratam muito bem os homens que por lá vão. Pois é, mesmo não sendo muito inclinado a freqüentar lugares desse tipo, ele foi porque estava com amigos e estes praticamente o levaram à força, mesmo ele, o meu amigo, tentando resistir, brigando para não ir, dizendo que sua mãe não o deixava freqüentar lugares assim, mas não teve jeito, ele foi, “quase obrigado”. E eu só sei dessa história porque ele me contou nos mínimos detalhes. Ela aconteceu no ano 2000. Chegando ao lugar das mulheres profissionais do amor, pra surpresa do meu amigo e dos seus companheiros naquela noite – já era por volta de meia-noite, uma hora da manhã. O meu amigo não sabia a hora direito porque ele bebe e você, caro leitor navegante, sabe como é gente que bebe: nunca sabe onde nem quando está direito. O lugar também era afastado da cidade, situado numa estrada, quase no meio do mato e parecido com um deserto. Mas, então, voltando à surpresa do meu amigo…chegando àquele lugar, viram um homem bebendo, muito, mas muito mesmo, e pro espanto do meu amigo, aquele homem era um tal de Zé, Zé sei lá do que, que era prefeito de uma cidade qualquer e distante, acho que Chico qualquer coisa era o nome da cidade, não me lembro direito. O prefeito estava com o seu cunhado, que também bebia muito e que o meu amigo conhecia, e foi falar com aquele, o cunhado, que logo disse: Oh, rapaz, o que você está fazendo aqui? Sente-se e beba algo com a gente, nós estamos aproveitando porque nossas mulheres foram viajar. O meu amigo respondeu que não sentaria ali porque estava com seus amigos em outra mesa e que depois eles se falariam. As mulheres daquele lugar eram muito gentis e hospedeiras, tratavam todos os homens com muita atenção, carinho e os serviam, com muito prazer, as suas bebidas prediletas. Mas quando souberam que aquele homem que estava sentado a uma mesa, enchendo a cara de cachaça, era o prefeito de Chico qualquer coisa, boa parte das mulheres começou a dar atenção àquela mesa. Parecia que lá sentavam mais no colo, faziam mais carinhos, traziam mais bebidas, traziam em garrafas, geralmente das mais caras – ainda bem que não fizeram isso na mesa do meu amigo, pensou ele, porque senão a conta “ficaria uma fortuna”. Depois de algumas horas, o meu amigo foi embora com os seus, mas antes presenciou fatos absurdos que eu só acredito porque foi ele que me disse e eu confio muito nas coisas que o meu amigo fala. Segundo ele, por volta das três e meia, quatro horas da madrugada, depois de muitas garrafas de bebidas destiladas, aquele prefeito, aquele mesmo de Chico qualquer coisa, começou a dançar em cima do palco, dançava de tudo: funk, axé, sertanejo, músicas eletrônicas e até lambada. Não satisfeito com isso, começou a tirar a roupa e, acreditem, ficou completamente nu, pelado, sem nada. E se não bastasse, começou a correr atrás das moças daquele lugar, como veio ao mundo, com tudo “balangando”, corria e as agarrava, beijava-as, abraçava-as, deitava no chão, levantava e bebia mais pra iniciar esse ciclo novamente. Abismado e assustado com aquilo que acabara de presenciar, o meu amigo e os seus foram embora daquele lugar. Ele, depois, ao chegar em casa ficou pensando na situação daquela cidade com o prefeito naquele estado, provavelmente aquela cidade deveria estar abandonada ou era uma cidade muito divertida, tendo como base o seu prefeito, pelo menos, sei lá! Não posso julgar, não conheço a cidade. No dia seguinte, uma quarta-feira, o meu amigo voltou àquele lugar, novamente forçado, dessa vez praticamente amarrado, pois não queria ir pra lá, mas como já estava lá, aproveitou para conversar com os seus. Por volta das vinte e três horas e trinta minutos, o prefeito havia voltado àquele lugar, para o espanto em dobro do meu amigo. Pois é, caros amigos e leitores navegantes, nesse dia o tal Zé sei lá do que voltou ao lugar das moças bondosas e não foi só o espanto do meu amigo que foi em dobro, a farra do prefeito também foi em dobro, a quantidade de bebida também e a conta parece que também. Tudo dobrado, até o abandono daquela cidade, que era tanto, também parecia dobrado ou a diversão daquela cidade poderia será dobrada. Meus amigos, parece mentira, mas não é! Aquele Zé sei lá do que daquela Chico qualquer coisa esbanjou naquelas duas noites algo em torno de oito mil reais, muito dinheiro pra se gastar em tão pouco tempo (apenas duas noites). Porém, isso deve ter sido só uma minúscula nesga da grande farra que aquele homem fez, faz e fará. Pode, aos nossos olhos, parecer uma farra muito grande, uma bagunça exagerada, uma extravagância irresponsável e pode até parecer um valor muito alto em dinheiro desperdiçado, mas não o bastante pra farra do prefeito e para o prefeito da farra.

Por Professor Daniel


2 Responses to “O PREFEITO DA FARRA E A FARRA DO PREFEITO”


  1. 1 Regina Helena Caiado
    maio 29, 2009 às 00:27

    Professor amei a estoria do seu amigoque bebe. Tenho um CAUSO veridico de um prefeito do interior de Goias, que vc ia adorar.

  2. agosto 21, 2009 às 17:18

    Caqro professor,é im prazer inenarravel ler a historia de seu amigo beberrao,conheço um prefeito parecido com o prefeito da história,mas esse é de uma ciaddezinha da Paraiba,chamada Alhandra,seriam eles amigos?Será que andam a se encontrar por ai???


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