Amigo,

Quero chorar o seu choro

Quero sorrir seu sorriso

Valeu por você existir,

Amigo.

 

Eu tenho um amigo…

Ah, esse meu amigo é fogo! Ele faz parte da minha vida, é um grande companheiro, um grande parceiro, realmente “pau pra toda obra”. Na verdade, não tenho palavras pra descrever o nosso sentimento. Talvez compactuemos de uma comunhão de alma, de uma verdadeira simbiose jamais vista. De fato, é algo inenarrável. Porém ele sempre me deixa em situações complicadas. Às vezes, vou salvá-lo e, às vezes, é ele quem me salva.

Esse meu amigo bebe, fato que trás muitas complicações e o coloca em condições difíceis e complicadas ou até mesmo engraçadas. Ele vive se metendo em enrascadas, “furadas” e situações curiosas, engraçadas ou perigosas. Verdadeiras sagas e epopéias modernas.

O meu amigo é professor, também; parece que de português, literatura, essas coisas… Gosta de ler, é um cara culto, sensato, inteligente, bacana e moderado (quando não bebe). Às vezes, quando está etilizado, transforma-se em outra pessoa, libera, como diria “O Grande Machado”, os demônios internos, faz da vida um imenso e desconectado globo da morte de alegria, abusos, surtos, comoções, exageros, e fica simplesmente comovido como o diabo, com ou sem lua ou conhaque.

Ele é uma boa pessoa, aliás, muito boníssima (pleonasticamente mesmo e exageradamente também). Apenas comete pequenos deslizes e “falhas” esporadicamente, quando bebe, como eu disse, e ele bebe só umas quatro ou cinco vezes na semana. Mas quem não erra nesta vida, não é mesmo? Não podemos julgá-lo, ninguém pode nem deve julgar ninguém (pelo menos é o que diz a Bíblia). Ocorre, também, que algumas vezes ele é levado e induzido pelos seus amigos, os demônios dessa vida, aqueles que nos fazem fazer coisas que não queremos ou que não teríamos coragem sozinhos e sem grandes quantidades etílicas no sangue e no coração. Enfim, meu amigo é mais um bebedor, opa! Digo batalhador, que prova o sal da necessidade e os dissabores de uma vida dura, construída na derrubada das barreiras de sua caminhada, arranhado na pele e na alma pelos espinhos humanos e sociais que o mundo impõe. Pois é, tantas vezes ele cai, tantas se levanta. Às vezes, chacoalha e balança também…rs.

Geralmente, conto suas histórias, algumas parecem verdadeiras epopéias, em sala de aula, sempre com muita propriedade para isso, já que ele sempre me conta tudo, nos mínimos detalhes, sem faltar nenhum pormenor ou particularidade. É por isso que sei de tudo e conto suas histórias de forma que parece que aconteceram comigo, em função da nossa amizade, mas aconteceram com ele na verdade. Sou como o Zé Fernandes, que exalta e conta a trajetória do seu amado e admirado amigo, Príncipe da Grã-Ventura, Jacinto de Tormes.

Saiba, caro leitor, que se conseguiu e teve paciência para ler esta apresentação até aqui, pra mim e pro meu amigo é um prazer inenarrável. Pois um texto é para ser lido assim como um grande amor deve ser sofrido e só será grande se triste for, assim como uma canção só tem razão se se cantar. Um texto sem leitores não é texto, assim como viver sem ter amor não é viver. Obrigado por partilhar do interesse e da curiosidade pelo meu amigo, ele também agradece de coração e alma.

Queridos alunos, saibam que só enquanto eu respirar vou me lembrar de vocês. Por isso, estar em sala com vocês e com meu amigo, sempre foi, é e sempre será um prazer inenarrável.

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O PREFEITO DA FARRA E A FARRA DO PREFEITO

Eu tenho um amigo que certa vez foi num lugar desses meio proibidos; sabe esses lugares em que existem mulheres profissionais do amor, que geralmente tratam muito bem os homens que por lá vão. Pois é, mesmo não sendo muito inclinado a freqüentar lugares desse tipo, ele foi porque estava com amigos e estes praticamente o levaram à força, mesmo ele, o meu amigo, tentando resistir, brigando para não ir, dizendo que sua mãe não o deixava freqüentar lugares assim, mas não teve jeito, ele foi, “quase obrigado”. E eu só sei dessa história porque ele me contou nos mínimos detalhes. Ela aconteceu no ano 2000. Chegando ao lugar das mulheres profissionais do amor, pra surpresa do meu amigo e dos seus companheiros naquela noite – já era por volta de meia-noite, uma hora da manhã. O meu amigo não sabia a hora direito porque ele bebe e você, caro leitor navegante, sabe como é gente que bebe: nunca sabe onde nem quando está direito. O lugar também era afastado da cidade, situado numa estrada, quase no meio do mato e parecido com um deserto. Mas, então, voltando à surpresa do meu amigo…chegando àquele lugar, viram um homem bebendo, muito, mas muito mesmo, e pro espanto do meu amigo, aquele homem era um tal de Zé, Zé sei lá do que, que era prefeito de uma cidade qualquer e distante, acho que Chico qualquer coisa era o nome da cidade, não me lembro direito. O prefeito estava com o seu cunhado, que também bebia muito e que o meu amigo conhecia, e foi falar com aquele, o cunhado, que logo disse: Oh, rapaz, o que você está fazendo aqui? Sente-se e beba algo com a gente, nós estamos aproveitando porque nossas mulheres foram viajar. O meu amigo respondeu que não sentaria ali porque estava com seus amigos em outra mesa e que depois eles se falariam. As mulheres daquele lugar eram muito gentis e hospedeiras, tratavam todos os homens com muita atenção, carinho e os serviam, com muito prazer, as suas bebidas prediletas. Mas quando souberam que aquele homem que estava sentado a uma mesa, enchendo a cara de cachaça, era o prefeito de Chico qualquer coisa, boa parte das mulheres começou a dar atenção àquela mesa. Parecia que lá sentavam mais no colo, faziam mais carinhos, traziam mais bebidas, traziam em garrafas, geralmente das mais caras – ainda bem que não fizeram isso na mesa do meu amigo, pensou ele, porque senão a conta “ficaria uma fortuna”. Depois de algumas horas, o meu amigo foi embora com os seus, mas antes presenciou fatos absurdos que eu só acredito porque foi ele que me disse e eu confio muito nas coisas que o meu amigo fala. Segundo ele, por volta das três e meia, quatro horas da madrugada, depois de muitas garrafas de bebidas destiladas, aquele prefeito, aquele mesmo de Chico qualquer coisa, começou a dançar em cima do palco, dançava de tudo: funk, axé, sertanejo, músicas eletrônicas e até lambada. Não satisfeito com isso, começou a tirar a roupa e, acreditem, ficou completamente nu, pelado, sem nada. E se não bastasse, começou a correr atrás das moças daquele lugar, como veio ao mundo, com tudo “balangando”, corria e as agarrava, beijava-as, abraçava-as, deitava no chão, levantava e bebia mais pra iniciar esse ciclo novamente. Abismado e assustado com aquilo que acabara de presenciar, o meu amigo e os seus foram embora daquele lugar. Ele, depois, ao chegar em casa ficou pensando na situação daquela cidade com o prefeito naquele estado, provavelmente aquela cidade deveria estar abandonada ou era uma cidade muito divertida, tendo como base o seu prefeito, pelo menos, sei lá! Não posso julgar, não conheço a cidade. No dia seguinte, uma quarta-feira, o meu amigo voltou àquele lugar, novamente forçado, dessa vez praticamente amarrado, pois não queria ir pra lá, mas como já estava lá, aproveitou para conversar com os seus. Por volta das vinte e três horas e trinta minutos, o prefeito havia voltado àquele lugar, para o espanto em dobro do meu amigo. Pois é, caros amigos e leitores navegantes, nesse dia o tal Zé sei lá do que voltou ao lugar das moças bondosas e não foi só o espanto do meu amigo que foi em dobro, a farra do prefeito também foi em dobro, a quantidade de bebida também e a conta parece que também. Tudo dobrado, até o abandono daquela cidade, que era tanto, também parecia dobrado ou a diversão daquela cidade poderia será dobrada. Meus amigos, parece mentira, mas não é! Aquele Zé sei lá do que daquela Chico qualquer coisa esbanjou naquelas duas noites algo em torno de oito mil reais, muito dinheiro pra se gastar em tão pouco tempo (apenas duas noites). Porém, isso deve ter sido só uma minúscula nesga da grande farra que aquele homem fez, faz e fará. Pode, aos nossos olhos, parecer uma farra muito grande, uma bagunça exagerada, uma extravagância irresponsável e pode até parecer um valor muito alto em dinheiro desperdiçado, mas não o bastante pra farra do prefeito e para o prefeito da farra.

Por Professor Daniel

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O meu amigo que bebe

Tenho um amigo que vive me dando trabalho. Pois, ele bebe muito por aí e sempre se envolve em histórias quase fantásticas e eu, que nem bebo, tenho de ir aos bares para socorrê-lo. Saibam que sei das histórias pq ele me conta nos mínimos detalhes.

 


4 Responses to “Eu Tenho um Amigo”


  1. 1 Diego Alves ....
    julho 13, 2009 às 21:08

    ” Pode acreditar q para mim é um enorme prazer compactuar da presença deste amigo ”
    muito show dan dan …..

  2. 2 delis
    setembro 12, 2009 às 22:55

    Oi Professor Daniel,não sou de Morato mas, gostaria muito de saber porque esse prefeito atual mandou tanta gente embora,e sem direito algum.Pais de familia que necessitam muito de emprego.
    Para sobrar mais eles preferiram diminuir no quadro de funcionários!
    Procure saber,por favor, estou com voces.SP,12/09/2009.
    OBRIGADO.

  3. 3 Juliana Andrade
    outubro 18, 2009 às 21:45

    Muito bom Dan Dan, é de emocionar a história de amizade leal e verdadeira entre vs e seu amigo BP. E parabéns pelo blog, está otimo, e apesar de ñ estar conseguindo atualizá-ló, está bom mesmo assim.🙂
    bjs Teacher *-*

  4. 4 Lucas Xavier
    novembro 1, 2010 às 18:15

    Nossa Dan Dan vc é de mais mesmo tudo o que vc diz é concerteza um prazer inenarrável ouvir vc fala essa a historia mais legal que eu ja ouvi um professor falar para os seus alunos acredite vc ja tem mais um admirador que concerteza não é o unico te mais .


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