Archive for the 'Análise das Obras Literárias' Category

19
nov
09

ANTOLOGIA POÉTICA DE VINÍCIUS DE MORAES

Vinícius de Moraes (1913 – 1980)

Poeta, compositor, diplomata, jornalista, artista, boêmio e amante desesperado e apaixonado pelas mulheres.

No final da década de 50, Vinícius de Moraes era funcionário da Embaixada Brasileira em Montevidéu, no Uruguai, e estava novamente apaixonado, dessa vez por Lucinha Proença, provavelmente o grande amor da sua vida. Vinícius, com  um ofício, pede transferência para o Rio de Janeiro, onde Lucinha vivia, fazendo uso destes argumentos: “Preciso de fato voltar ao Rio. Não é um problema material, de dinheiro, ou de status profissional. Tudo isso é recuperável. É um problema de amor, pois o tempo do amor é que é irrecuperável”. Continuar lendo ‘ANTOLOGIA POÉTICA DE VINÍCIUS DE MORAES’

03
ago
09

VIDAS SECAS DE GRACILIANO RAMOS

graciliano ramos“Você é um bicho, Fabiano.”

CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA

Os abalos sofridos pelo povo brasileiro em torno dos acontecimentos de 1930, a crise econômica provocada pela quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, a crise cafeeira, a Revolução de 1930, o acelerado declínio do nordeste condicionaram um novo estilo ficcional, notadamente mais adulto, mais amadurecido, mais moderno que se marcaria pela rudeza, por uma linguagem mais brasileira, por um enfoque direto dos fatos, por uma retomada do naturalismo, principalmente no plano da narrativa documental, temos também o romance nordestino, liberdade temática e rigor estilístico.

Os romancistas de 30 caracterizavam-se por adotarem visão crítica das relações sociais, regionalismo ressaltando o homem hostilizado pelo ambiente, pela terra, cidade, o homem devorado pelos problemas que o meio lhe impõe. Continuar lendo ‘VIDAS SECAS DE GRACILIANO RAMOS’

02
ago
09

A CIDADE E AS SERRAS

O REALISTA JOSÉ MARIA EÇA DE QUEIRÓS

Eça de QueirósDiplomata e escritor muito apreciado.  Nascido na Póvoa de Varzim em 1846 [de fato em 25 de Novembro de 1845], falecido em Paris a 17 de Agosto de 1900. Era filho do Dr. José Maria Teixeira de Queirós, juiz do Supremo Tribunal de Justiça, e de sua mulher, D. Carolina de Eça. Continuar lendo ‘A CIDADE E AS SERRAS’

01
ago
09

Dom Casmurro

O REALISMO BRASILEIRO DE MACHADO DE ASSIS

Machado de Assis Maior escritor brasileiro de todos os tempos, Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) era um mestiço de origem humilde, filho de um mulato e de um lavadeira portuguesa dos Açores. Moleque de morro, magro, franzino e doentio, o maior escritor brasileiro se fez sozinho, adquirindo a sua vasta e espantosa cultura de forma inteiramente autoditada.

Ao estudar a obra de Machado de Assis, a crítica divide-a em duas fases bem distintas cujo marco deliminatório é o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas publicado em 1881. Até essa data, a obra machadiana é marcante romântica, e nela sobressai poesia, conto e romances como Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878). Tais obras pertencem pois, à chamada primeira fase. Continuar lendo ‘Dom Casmurro’

15
mai
09

AUTO DA BARCA DO INFERNO – Gil Vicente

Por Professor Daniel (DanDan)

HUMANISMO

MOMENTO HISTÓRICO DO HUMANISMO

Os historiadores costumam limitar o período humanista entre o ano de 1434, quando Fernão Lopes foi nomeado cronista-mor do Reino, e o ano de 1527, data convencional para o surgimento do movimento renascentista em Portugal, iniciado pelo poeta Francisco de Sá Miranda.

O período humanista corresponde basicamente ao século XV, época das mais conturbadas da história portuguesa. Entre os fatos e as grandes transformações que marcam esse período, destacam-se:

Implantação da dinastia de Avis: em 1383-1385, uma revolução com grande apoio popular derruba a dinastia de Bolonha e elege um novo rei, D. João I, grão-mestre da ordem de Avis. A nova dinastia quebra definitivamente a vassalagem que os reis de Portugal prestavam ao rei de Castela;

Fim das guerras de independência e consolidação da independência;

Declínio da organização feudal agrária; ascensão da burguesia; desenvolvimento do comércio, sobretudo marítimo;

O poder político se concentra mais na mãos dos reis, cula autoridade, até então, restringia-se aos limites dos feudos reais;

Expansão ultramarina deflagrada ainda no reinado de D. João I com as conquistas da costa africana, culminando com a viagem marítima às Índias (Vasco da Gama – 1497/98) e com a descoberta do Brasil (1500); formação do império colonial português;

Em 1440, João Gutemberg, inventou a tipografia (a imprensa). Até meados do século XV, os livros, raros e muito caros, eram feitos à mão pelos monges. As conseqüências da invenção de Gutemberg demoraram a aparecer por duas razões: primeiro, porque essas invenções demoravam para se fazerem conhecidas, e essa só chegou ao conhecimento de todos já no fim do Humanismo, ganhando espaço no início do Classicismo.; a segunda razão era que a igreja detinha o poder, e não era interesse dela facilitar o acesso aos livros, à informação e à cultura. Continuar lendo ‘AUTO DA BARCA DO INFERNO – Gil Vicente’




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